Epcot Center: O mundo num parque só

Durante a minha pesquisa pré-Disney, ouvi muito dizer que o Epcot Center era o parque mais sem graça da Disney. E, por uma questão de tempo e administração de expectativas, decidimos que ele seria o primeiro a ser visitado. Chegamos em Orlando ainda pela manhã, fizemos check-in no hotel e, de lá, fomos para o Epcot, onde trocamos o ingresso comprado pela internet na bilheteria, por um cartão que valia para quatro dias, em quatro parques diferentes. Fiquei com inveja do cartão do Pateta dado pro meu namorado, mas aceitei com um sorriso o meu, que estampava a Minnie.

Mapa em mãos, fomos entrando naquele clima de mundo mágico, olhando aquela bola imensa e, de repente: O PLUUUTO! Corta para eu correndo com a câmera na mão, Livio rindo de mim e o bicho indo embora. Achei ali que tinha perdido a chance da minha vida de abraçar aquele cachorro amarelo, mas o humano que o acompanhava me acalmou: “Ele só foi beber água, volta em dez minutos”. O que eu fiz? Esperei os dez minutos para tirar minha primeira foto com um personagem da Disney. 

O Epcot é um parque meio estranho mesmo, porque combina orgia gastronômica com um monte de simuladores e experiências em 3D. Na minha cabeça, quem vai à Disney está mesmo interessado em brinquedos, mas se você está cheio de dólares e foi abençoado com um estômago fortão, que não enjoa com nada, aproveite pra se jogar nas comidas também.

Levando em consideração que eu tenho um estômago vulnerável, o dia do Epcot ficou também conhecido como o dia mundial do enjoo. Eu adoro uma montanha-russa, mas descobri que sou fraca pra essas realidades virtuais modernosas.

Mas, no geral, achei o parque mais low-profile e meu coraçãozinho só bateu forte quando dei de cara com os personagens da Disney. Aliás, dar uma passadinha no Epcot Character Spot é um jeito de otimizar a tietagem de personagens.

E as atrações?

Chegamos lá sem saber muito o que nos esperava, com exceção do Mission Space, um simulador que te envia à lua. Meu primo já tinha avisado que o negócio era forte, mas a gente paga pra ver, né? Minha dica é: se você não quer deixar de ir, deixe essa desgraça por último! Porque é muito provável que você fique enjoado e com raiva de você mesmo depois de se submeter à uma experiência bocó dessas, e você não vai querer sentir nada disso tendo ainda 300 brinquedos pela frente.

Passando para a categoria de simuladores agradáveis, temos o Soarin, que te leva pra um voo de asa-delta com direito a vento na cara, e o Test Track, onde você monta seu carrão e depois dá uma volta no possante. Eu cago pra carros, mas quem gosta do assunto pode achar a atração bem legal.

Na categoria ~filminho~, optamos pelo O Canada!, um “circle-vision 360 film” que te mostra as belezas do país num telão 360 graus. Te desafio a não ficar tonto.

Já na categoria ~trenzinho~, escolhemos o The Seas with Nemo And Friends porque (dã) eu adoro esse filme. Num carrinho com formato de concha, você acompanha aventuras no fundo do mar na companhia de Nemo, Dori e Bruce. Também aproveitamos que o Maelstrom estava sem filas e embarcamos em um barquinho viking. Bobinho, mas não ofende ninguém.

E entre um brinquedo e outro, a graça é visitar os países que o Epcot oferece. Nota 10 para cenografia, que reproduz direitinho o Campanário de São Marcos (Itália), o minarete da mesquita de Koutoubia (Marrocos) e o templo de Horyiju (Japão), por exemplo.

A inspiração rola solta para homenagear também a parisiense Pont Des Arts, a romana Fontana de Netuno (Roma), a arquitetura de uma vila alemã e as pirâmides pré-colombianas do México. Em cada país, tem restaurantes de comida típica feita por norte-americanos e “artesanais” made in USA  para levar de lembrança.

Pra facilitar a vida, a Disney tem um aplicativo incrível, disponível para IOS e Android, com mapas, horários, tempos de espera e todas as informações necessárias para a visita.