Pergamonmuseum: o museu monumental de Berlim

O Pergamonmuseum (para os íntimos) é um dos meus museus favoritos e, também, um dos mais cobiçados em Berlim. O que mais impressiona é sua monumentalidade, já que nele estão reconstruídos alguns conjuntos arqueológicos. Pode parecer impossível, mas o Altar de Pérgamo (hoje Bergama, na Turquia), do século II a.C. está lá remontado, pecinha por pecinha, com direito a escadaria de mármore e colunas. A obra que batizou o museu faz parte da Coleção de Antiguidades Clássicas, mas é preciso andar um pouquinho até chegar lá.

Logo na entrada do museu está o Museu do Antigo Oriente Médio, que reúne peças encontradas em regiões como Assíria, Suméria e Babilônia. No corredor desse setor está a Via Processional da Babilônia e, no fim dele, a Porta de Ishtar. Inteirinha no seu esplendor azul!

Essa porta era uma das oito entradas da muralha que cercava a Babilônia e a via era justamente o caminho que levava até ela. Depois de se impressionar diante desse paredão de 14 metros de altura por 30 de largura, você está apto para passar para a segunda parte do museu.

A Coleção de Antiguidades Clássicas começa na sala de Arquitetura Romana, com outra leve voadora: o Portão do Mercado de Mileto. A fachada ostenta 17 metros de altura por 29 de largura e marca o acesso ao mercado da cidade romana de Mileto. Da mesma região, atualmente localizada na Turquia, também foram trazidos mosaicos, expostos no chão. Ainda nesta sala, o Trajaneum Hall exibe peças do Templo de Trajan (como as cabeças de Trajan e Hadrian), vindas diretamente da antiga Pérgamo.

Por último, temos o Museu de Arte Islâmica, que fica no segundo andar do prédio. O que você vai encontrar por aqui? Objetos decorativos, tapeçaria e livros feitos pelos povos islâmicos, de países como a Espanha e a Índia, além de regiões do Oriente Médio.

A cúpula da Alhambra, que ainda está de pé em Granada, na Espanha, está exposta em uma das salas. O exemplar de madeira é um dos destaques da coleção de arte islâmica. Também dá para ficar tonto com a impressionante sala Aleppo, onde estão expostos os painéis de madeira de cor avermelhada, que faziam parte da sala de um comerciante sírio no século XVII e são um dos exemplares mais antigos da arte do povo Otomano.

As Mihrab das mesquitas de Kaschan (Irã) e Konya (Turquia), todas trabalhadas nos detalhes, serviam para mostrar em que direção estava Meca. E, para fechar, 45 metros de pedra decorada formam a Fachada Mshatta, que era parte do palácio Qasr Mshatta, na Jordânia. Esse foi dado de presente, de sultão para imperador.

Se sua visita for durante a alta temporada, pode se preparar para encarar uma fila na entrada. E não há o que te salve desse tempinho de espera. Chegar antes do museu pode ser uma boa, comprar ingressos antecipados certamente ajuda.

E, para quem gosta de spoiler, é possível fazer uma visita virtual através do Google Arts and Culture.


Pergamonmunseum
De quinta a terça, de 10h às 18h
Quarta-feira, de 10h às 20h