Casa da Música: O ícone da arquitetura portuguesa no Porto

Nem só de centro histórico vive o Porto e a Casa da Música está aí para provar que vale a pena se afastar um pouco das ruas estreitas e sinuosas da Baixa para conhecer uma das áreas que dá o ar de metrópole à cidade. Localizada a uns três quilômetros da estação de São Bento, a Casa da Música chama a atenção na esquina da Avenida Boavista, com seu formato de caixotão irregular.

Aquele gigante branco, que parece ter sido pousado ali, é uma das obras mais marcantes da arquitetura contemporânea e foi o primeiro espaço construído exclusivamente para receber eventos musicais em Portugal.

Com estação de metrô “própria” e bem perto do Mercado Bomsucesso, do Jardim Botânico e do Museu de Serralves, o projeto é fruto dos investimentos feitos no Porto, quando a cidade foi Capital Europeia da Cultura, em 2001. Esse foi um período de renovação urbana, que mudou muito a paisagem. Basta imaginar que ali ficava a (degradada) estação terminal dos carros elétricos, que foi colocada abaixo para dar lugar ao projeto do aclamado arquiteto holandês Rem Koolhaas. As obras aconteceram entre 1999 e 2005, quando a Casa da Música foi finalmente inaugurada.

É claro que você pode só dar aquela olhada por fora, mas eu te garanto que vale a pena investir mais tempo nessa belezura. E dá pra fazer isso de três maneiras:

  1. Através da visita guiada, que é o jeito mais completo de conhecer o espaço. Oferecidas diariamente às 11h e às 16h, as visitas têm duração de uma hora e abordam os aspectos arquitetônicos do projeto, apresentam as salas e ainda incluem uns bafões de bastidores. O bilhete custa €10, mas o valor é totalmente reversível na compra do bilhete para algum espetáculo. Como a troca pelo ingresso tem que ser no mesmo dia em que a visita é realizada, a boa é já chegar lá sabendo qual show você quer ver 😉
  2. Indo a um concerto! E de preferência na Sala Suggia, a grande estrela da Casa. Super imponente, a sala com capacidade pra 1200 pessoas sentadinhas tem paredes revestidas de madeira nórdica e ouro (inshalá)! A acústica ainda é garantida pelos vidros curvos e o charme fica por conta da iluminação natural que entra por esses janelões – obviamente em concertos durante o dia, neam? Não custa dar uma olhadinha na movimentada agenda pra ver se alguma coisa te apetece. Tem música pra todos os gostos e bolsos! E, no verão, a oferta fica ainda mais diversificada e inclui atrações gratuitas, que costumam acontecer no bar.

    Sala Suggia esbanjando luz natural
  3. Curtindo o terraço do restaurante, que não exige consumação e garante uma vista panorâmica da região. Basta seguir os horários: de 2ª a 5ª, das 12h30 às 15h e de 19h30 às 23h; às sextas e sábados o jantar se estende até meia-noite, mas o espaço não abre aos domingos e feriados.