8 dicas para aproveitar o Carnaval de Rua do Rio de Janeiro

O Carnaval é uma das melhores épocas do ano e, no Rio de Janeiro, a festa é uma das mais famosas e cobiçadas do mundo. O desfile das escolas de samba é sim algo emocionante de se assistir, mas é nas ruas que o Carnaval é democrático, colorindo e ocupando o espaço público, recebendo foliões independente de cor, classe social ou credo – é assim, pelo menos, que esperamos.

No Rio, a folia vem sendo cada vez mais organizada, mas ainda é preciso muito jogo de cintura para curtir esses dias. Por isso, resolvi listar algumas coisas que você precisa saber para se jogar nessa festa. 

Escolha suas batalhas

Em 2017, mais de 400 blocos estavam na listinha do Carnaval de Rua da cidade, que obviamente não inclui os blocos não-oficiais. Tem estilo e música para tudo que é gosto, em cortejos espalhados por grande parte da cidade. Por isso, antes de qualquer coisa, é preciso escolher suas batalhas.

As muitas horas de folia devem ser aproveitadas com vigor e não vale a pena ficar na rua só para dar check na lista do folião. Sendo assim, escolha os blocos que mais te apetecem, independente dos critérios de avaliação, e se jogue com disposição.

Vai ter aperto, suor e brilho sim

Faz um calor sinistro no Rio de Janeiro e não tem como fugir disso! Não há tempo nublado que salve e, no meio do povo, a temperatura sobe mesmo. Se você não encanar com o contato físico provocado pela proximidade de todas aquelas pessoinhas, com o suor compartilhado e a purpurina que vai te contagiar, mesmo que você não queira, vai ser muito mais relax.

Bloco Céu na Terra, em 2017

O drama do banheiro químico

Todo ano a prefeitura jura que aumentou o número de banheiros químicos, mas parece que eles nunca estão por onde você passa. Pra quem escolhe os bloco não-oficiais então, nem se fala! Eles são tão raros que muita gente opta por fazer xixi na rua (e, juro, tem situações que é menos humilhante colocar a bunda pra jogo do que entrar em uma cabine daquelas).

Se você é mulher como eu, carregar um lencinho de papel e um álcool em gel pode diminuir a sensação de humilhação ao ter que usar o banheiro químico. O treinamento de mira e apnéia também vêm a calhar. A dignidade, miga, é quesito para uma outra hora.

Pulo do gato: Aproveite as oportunidades que essa vida te dá! Se encontrar um banheiro menos sujo, com menos fila, ou um estabelecimento em que você pode pagar por um xixi mais ameno, não tenha dúvidas. Vá!

O bloco não vai ser maravilhoso o tempo inteiro e tudo bem

Blocos duram horas, percorrem vários quilômetros. É normal que o trajeto tenha altos e baixos, que você escute mais ou menos a banda, que o cortejo se aperte por ruas mais estreitas ou encha demais. Curtir em grupo também pode colocar algumas barreiras, mas, definitivamente, vai alegrar muito mais o seu carnaval.

Entre os minutos de auge da diversão e as pequenas interrupções seja para comer, comprar bebida, fazer xixi ou achar alguém que ficou se perdeu no meio da multidão, mantenha a energia e o astral. Prometo que seu carnaval vai direto pra caixinha das boas memórias.

Jogada de mestre: se um dos integrantes do seu grupo tiver um objeto que sirva de ponto de encontro para todo mundo, tudo se torna mais fácil.

 

Blocos “secretos” e seus mistérios

A polêmica sobre os blocos chamados secretos ronda o carnaval carioca há alguns anos. Se por um lado a organização alega que fica difícil administrar o bloco quando ele superlota e que é preciso fugir da fiscalização da prefeitura, por outro, parte do público encara a atitude como excludente.

Normalmente, esses blocos não-oficiais nascem pequenininhos, a partir de uns amigos que se juntam pra tocar, mas a maioria deles já cresce de um ano pro outro e, mesmo assim, quer continuar alternativo. E aí o que acontece é estrutura de menos pra gente demais. Se esconder faz parte da estratégia de continuar miúdo e, sem os contatinhos, fica difícil de saber de onde sai, que horas sai e, às vezes, que dia sai. Vira uma verdadeira gincana!

Toda essa tentativa de despistar multidões dá um pouco no saco, mas, no fim, tudo acaba em festa e purpurina!

Conselhos de mãe

Sabe aqueles toques que a mamãe (ou aquela pessoa querida com mais experiência) te dá? Hidratação, protetor solar, doleira para colocar o celular e os documentos são alguns detalhes que vão fazer seu Carnaval melhor. O conforto, o frescor e a praticidade da sua fantasia também podem contribuir.

Pense no calor, nos quilômetros para caminhar, nas horas em pé e nas dificuldades de ir ao banheiro na hora de escolher a sua roupa. Eu sou da teoria de que quanto menos melhor, principalmente se for possível jogar aquela água na cabeça quando a temperatura extrapolar, mas entendo todo o apreço pela “montação”. O importante é ser feliz, queridos!

Mais uma dica: Dar aquela olhada na previsão do tempo e levar um saquinho ziploc para proteger seus pertences pode sem um ótima ideia.

Seja levemente pontual

Carnaval é festa, é farra, é hora de se divertir sem pensar, e, por isso, esse tópico pode parecer contraditório. Mas não é! Obedecer os horários divulgados e chegar ao bloco durante a concentração pode te garantir um ótimo esquenta, além de permitir que você escolha aquele lugarzinho esperto coladinho nos instrumentistas.

Em blocos que não divulgam seu trajeto é ainda mais importante! Não tem nada mais frustrante do que chegar ao local de saída atrasado e ter que descobrir para onde foi todo mundo!

O Rio de Janeiro é nossooo

O Rio de Janeiro é maravilhoso, mas há muitos pontos da cidade que ficam esquecidos ao longo do ano. No centro da cidade, por exemplo, vários cantinhos entram na rota de alguns blocos e essa pode ser uma ótima oportunidade para conhecê-los. Pra mim, essa é uma das magias do Carnaval: poder ocupar espaços junto com aquele monte de gente.

Se a loucura não estiver grande demais, aproveite a ocupação temporária e direcione um pouquinho do seu olhar para esses lugares.

E não esqueçam, menines! Não é não! 😉